Durante muito tempo, a pressão arterial de 12 por 8 foi tratada como uma referência de normalidade para adultos. As novas recomendações, porém, mudaram essa interpretação e passaram a dar mais atenção a valores que antes eram considerados dentro do padrão. A alteração busca reduzir o risco de problemas cardiovasculares e renais associados à pressão elevada ao longo do tempo.
No Brasil, uma nova diretriz elaborada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Nefrologia e Sociedade Brasileira de Hipertensão passou a classificar valores entre 120 e 139 mmHg de pressão sistólica e/ou entre 80 e 89 mmHg de diastólica como pré-hipertensão. A mudança foi apresentada durante o Congresso Brasileiro de Cardiologia, em setembro de 2025.
A mesma atualização estabeleceu uma meta mais baixa para pessoas que já têm hipertensão. O objetivo recomendado passou a ser manter a pressão abaixo de 130 por 80 mmHg, independentemente de idade, sexo ou presença de outras doenças. A proposta considera a redução do risco de complicações como infarto, AVC e insuficiência renal.
Argentina também atualizou a recomendação
A Argentina adotou recentemente uma orientação semelhante. Um novo consenso da Sociedade Argentina de Hipertensão Arterial, elaborado com participação de entidades de cardiologia do país, passou a recomendar que pacientes hipertensos mantenham a pressão abaixo de 130 por 80 mmHg. A atualização ocorreu após uma revisão das evidências clínicas mais recentes.
A recomendação argentina destaca que níveis anteriormente classificados como limítrofes ou altos-normais também podem estar relacionados a maior risco cardiovascular. Segundo o consenso, a mudança tem como objetivo prevenir eventos como infarto e AVC, além de reduzir possíveis danos aos rins e aos vasos sanguíneos.
Isso não significa que uma única medição de 12 por 8 seja suficiente para diagnosticar hipertensão ou alguma doença. A pressão pode variar ao longo do dia, e a avaliação deve considerar medições repetidas e o histórico de cada pessoa. O diagnóstico e a definição de tratamento devem ser feitos por um profissional de saúde.









