A Polícia Civil voltou a alertar sobre um golpe direcionado a pessoas que possuem processos judiciais em andamento. Criminosos se apresentam como advogados das vítimas e prometem liberar indenizações ou outros valores. Para isso, exigem pagamentos antecipados.
Os contatos acontecem principalmente pelo WhatsApp e utilizam informações verdadeiras sobre processos. Os golpistas podem recorrer a dados disponíveis publicamente ou obtidos de forma indevida. A estratégia aumenta a aparência de legitimidade e dificulta a identificação da fraude.
Inteligência artificial deixa fraude mais convincente
Uma das novas ferramentas utilizadas pelos criminosos é a inteligência artificial. Eles conseguem reproduzir imagens de profissionais e até imitar suas vozes. Em algumas situações, também simulam chamadas de vídeo para convencer a vítima de que está falando com seu advogado.
Depois de estabelecer contato, o estelionatário afirma que existe alguma taxa, custa processual ou despesa necessária para liberar o dinheiro. O pagamento costuma ser solicitado com urgência, muitas vezes por Pix. A pressão serve para impedir que a vítima tenha tempo de verificar a informação.
No Rio Grande do Sul, as autoridades registram números expressivos desse tipo de crime. A média chega a quase 50 ocorrências por dia, segundo os dados apresentados pelas autoridades. O número real pode ser ainda maior devido às vítimas que não registram boletim de ocorrência.

Como identificar e evitar o golpe
Um dos principais sinais é receber mensagem de um número desconhecido que afirma representar o advogado responsável pelo processo. Pedidos urgentes de transferência, principalmente para contas de terceiros, também exigem atenção. A comunicação restrita ao WhatsApp é outro alerta.
A recomendação é manter salvo o telefone oficial do advogado ou escritório responsável pela ação. Caso surja uma solicitação de pagamento, o cliente deve procurar o profissional diretamente pelos canais já conhecidos. Nenhuma transferência deve ser feita antes da confirmação.









