Os consumidores da Bahia podem encontrar o botijão de gás mais caro a partir de 1º de setembro. O Sindicato dos Revendedores de Gás da Bahia (Sindrevgás) prevê aumento de até R$ 10 no botijão de 13 kg. Com o reajuste, o produto pode chegar a cerca de R$ 160.
O valor, entretanto, não será igual em todo o estado. O preço cobrado depende da região, dos custos de operação e da política comercial de cada revendedora. Por isso, a alta pode variar entre diferentes municípios e estabelecimentos.
Reajuste ocorre após duas quedas
A possível elevação chama atenção porque acontece depois de dois meses consecutivos de redução no preço do gás na Bahia. Em julho, a queda foi de aproximadamente 6,8%, representando economia de cerca de R$ 5 para o consumidor. Em agosto, a redução chegou a 7,1%.
Na prática, o recuo registrado no mês atual representou uma diminuição estimada entre R$ 3 e R$ 4 no preço final. Agora, o setor se prepara para uma nova mudança nas cotações. A previsão é que o reajuste passe a ser percebido pelos consumidores já no início de setembro.
Segundo o Sindrevgás, um dos principais fatores para a alta é o dissídio coletivo dos trabalhadores do setor. O reajuste salarial aumenta as despesas com mão de obra das empresas. Como consequência, os custos envolvidos na operação e distribuição do produto também são pressionados.

Custos do setor influenciam preço final
Além dos gastos com funcionários, as revendedoras precisam considerar despesas relacionadas ao transporte e à logística. Armazenamento, manutenção das estruturas, tributos e outros serviços também fazem parte da composição dos custos. Esses fatores podem influenciar o valor cobrado pelo botijão.
O preço do gás apresentou diversas oscilações na Bahia ao longo de 2026. Houve altas em janeiro, abril, maio e junho, enquanto fevereiro, julho e agosto registraram reduções. O maior aumento do período ocorreu em abril, quando a elevação chegou a 15,2%.









