O Bolsa Família está no centro do debate sobre as políticas sociais para o próximo governo. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputarão o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro, defendem a continuidade dos programas de transferência de renda, mas apresentam propostas diferentes para o futuro do benefício.
Lula quer manter e ampliar o Bolsa Família
O plano de governo de Lula para o período de 2027 a 2030 prevê a manutenção, o aperfeiçoamento e a ampliação das políticas de proteção social e transferência de renda. O documento também destaca a continuidade do Bolsa Família, com atenção especial aos benefícios destinados a crianças e adolescentes e ao combate à pobreza infantil.
A proposta, porém, não estabelece um novo valor para o benefício a partir de 2027. O programa chega ao próximo ciclo eleitoral com piso de R$ 691, após o reajuste de 15,04% aplicado na folha de outubro de 2026.
Flávio quer manter o benefício e aproximá-lo do emprego
O plano de governo de Flávio Bolsonaro também prevê a manutenção dos programas sociais existentes, com mudanças na gestão, correção de distorções e combate a fraudes. A proposta dá maior destaque à relação entre o Bolsa Família e a entrada dos beneficiários no mercado de trabalho.
Entre as medidas estão a prioridade para beneficiários em programas de qualificação profissional, primeiro emprego e intermediação de mão de obra. O plano também prevê uma regra de transição para permitir o retorno ao benefício após uma tentativa de ingresso no mercado formal que termine em desemprego, desde que os critérios de elegibilidade sejam mantidos.

Atualmente, o Bolsa Família já possui uma Regra de Proteção que permite a permanência temporária de famílias que aumentam a renda dentro dos critérios estabelecidos. A proposta de Flávio, portanto, concentra mudanças principalmente na ligação entre transferência de renda, qualificação e emprego.









