Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a produção de tecnologias modernas, como smartphones, carros elétricos e turbinas eólicas. Apesar do nome, não são necessariamente raras na natureza, mas são difíceis e caras de extrair e purificar em alta qualidade, o que as torna strategicamente valiosas.
As terras raras reúnem 17 elementos: os 15 lantanídeos, mais o escândio e o ítrio. Eles possuem propriedades magnéticas, ópticas e elétricas únicas, permitindo que pequenas quantidades melhorem drasticamente o desempenho de produtos industriais e eletrônicos. Por isso, são chamadas de “vitaminas da indústria tecnológica”.
Esses minerais estão presentes em ímãs permanentes de alto desempenho usados em motores de veículos elétricos, geradores eólicos, robôs industriais, equipamentos médicos de ponta e até em sistemas de defesa e mísseis teleguiados. Neodímio, praseodímio, disprósio e térbio são os mais demandados atualmente.
Brasil possui a segunda maior reserva do mundo
O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, com cerca de 21 a 25 milhões de toneladas, atrás apenas da China, que tem aproximadamente 45 milhões de toneladas. Mesmo com esse potencial, o país responde por apenas cerca de 1% da produção global, segundo dados recentes.
A dependência mundial da China, maior exportador e processador desses minerais, elevou o valor estratégico das reservas brasileiras, especialmente em meio a tensões geopolíticas e à corrida pela transição energética. Nos últimos anos, o Brasil vem atraindo investimentos externos e discutindo políticas nacionais para transformar essa riqueza mineral em indústria de valor agregado.
A aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, em 2026, sinaliza esforços para destravar a exploração e o processamento interno, com metas ambiciosas como capturar até 20% do mercado global até 2030.









