O próximo presidente do Brasil poderá assumir o cargo em 2027 com o direito de escolher um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque Lula pode deixar para o sucessor a indicação para a cadeira aberta após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
A vaga está aberta desde outubro de 2025 e já foi alvo de uma tentativa de indicação do atual presidente. Lula tentou emplacar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar o posto, mas o nome foi rejeitado pelo Senado.
Com a derrota, Lula ainda pode apresentar uma nova indicação para o Supremo antes do fim do mandato. No entanto, a avaliação atual é de que o mais provável é que uma nova escolha não seja feita ainda em 2026.
O cenário também pode se manter caso Lula seja reeleito. Nesse caso, o presidente poderá optar por adiar a decisão para 2027, quando o novo Congresso Nacional já estiver formado e o cenário político estiver mais definido. Se Lula não vencer a eleição, a vaga poderá ficar para o presidente eleito, que assumirá em janeiro de 2027.
Na prática, isso significa que o próximo chefe do Executivo poderá começar o mandato com uma indicação ao STF entre suas primeiras decisões. A cadeira de Barroso, que poderia ser preenchida por Lula, continuaria disponível para o novo presidente.
A escolha, no entanto, não depende apenas do Palácio do Planalto. Depois de ser indicado pelo presidente da República, o candidato precisa passar por sabatina e ser aprovado pelo Senado Federal antes de assumir oficialmente o cargo.
Dessa forma, o possível presente a ser deixado por Lula é justamente uma vaga no STF que poderá ficar para o próximo presidente escolher.









