Os motoristas brasileiros terão acesso a uma nova funcionalidade no aplicativo CNH do Brasil nos próximos meses. A plataforma passará a emitir avisos sobre passagens realizadas em pedágios do sistema free flow. A medida busca facilitar o acompanhamento das cobranças e evitar transtornos relacionados a pagamentos pendentes.
A atualização faz parte da estratégia de digitalização dos serviços ligados ao trânsito e transporte. Com a novidade, os usuários poderão consultar informações sobre tarifas cobradas em diferentes rodovias. O recurso deverá reunir dados de concessionárias em um único ambiente digital.
Como funcionará o monitoramento das cobranças
O sistema free flow dispensa as tradicionais praças de pedágio com cancelas. Em vez da parada obrigatória, sensores e câmeras identificam automaticamente os veículos durante a passagem. A cobrança é registrada eletronicamente, permitindo que o trânsito flua sem interrupções.
Com a integração ao aplicativo, os condutores receberão notificações sobre passagens registradas e valores ainda não quitados. A intenção é reduzir o número de infrações causadas pelo desconhecimento das tarifas. Muitos usuários acabam sendo penalizados por não saberem que existe um débito em aberto.
Atualmente, a consulta dessas informações pode exigir acesso a diferentes plataformas, dependendo da concessionária responsável pela rodovia. A centralização promete tornar o processo mais simples e rápido. Dessa forma, o motorista terá maior controle sobre suas obrigações.

Mais serviços digitais para os condutores
Além dos alertas relacionados aos pedágios, o aplicativo também deverá ampliar suas funcionalidades para operações envolvendo veículos usados. A proposta inclui etapas digitais para compra e venda, reduzindo procedimentos burocráticos. Em algumas situações, processos presenciais poderão ser dispensados.
A tecnologia free flow vem sendo adotada em várias regiões do país. Estados como São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul já contam com trechos operando nesse formato. A tendência é que o modelo continue avançando em futuras concessões rodoviárias.





