Michel Temer deixou a Presidência da República em 2019 e, desde então, passou a manter uma atuação mais distante da política eleitoral. O ex-presidente, que também já afirmou que não pretendia voltar a disputar eleições, retomou uma atividade profissional que havia deixado de lado durante décadas: a advocacia.
Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e conhecido pela atuação na área constitucional, Temer voltou a trabalhar em seu escritório e passou a prestar serviços jurídicos e consultoria para empresas privadas. A mudança fez com que sua experiência política e institucional passasse a ser utilizada em outro mercado.
Entre os casos que chamaram atenção está a atuação relacionada a grandes empresas de tecnologia. Temer foi contratado pelo Google em 2023 durante as discussões sobre o projeto de regulamentação das plataformas digitais e também elaborou parecer jurídico relacionado à Huawei, em meio às discussões sobre a participação da empresa no mercado brasileiro de 5G.
O ex-presidente também aparece em um processo envolvendo a IGB Eletrônica, empresa ligada à marca Gradiente, em uma disputa judicial que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). A atuação mostra como sua carreira jurídica voltou a ganhar espaço depois da passagem pelo Palácio do Planalto.

A nova fase também inclui negócios de consultoria. Em 2025, Temer se tornou sócio de João Doria na M Advisors, empresa voltada à solução de conflitos e à geração de negócios para empresas privadas.
Mesmo afastado das disputas eleitorais, Michel Temer encontrou uma maneira de continuar usando a experiência acumulada ao longo de décadas na política: agora, principalmente, por meio da advocacia e da consultoria.









