Uma nova descoberta de petróleo na costa do Amapá pode trazer efeitos econômicos para uma atividade que existe há mais de 130 anos na Amazônia. Trata-se do Garimpo do Lourenço, em Calçoene, que já pertenceu ao empresário Eike Batista e hoje é administrado por uma cooperativa de garimpeiros.
A expectativa é que o avanço da exploração petrolífera na Margem Equatorial atraia empresas, trabalhadores especializados e investimentos para a região. Esse movimento pode reduzir custos com equipamentos, facilitar o acesso a serviços e ampliar a arrecadação municipal, criando condições para fortalecer a mineração local.
O potencial econômico do petróleo também chama atenção pelos valores envolvidos. Uma simulação considera uma produção de 500 mil barris por dia, com preço de US$ 70 por barril, o que representaria aproximadamente R$ 70 bilhões em valor bruto por ano. O número, porém, depende de um cenário hipotético e não corresponde a uma receita já confirmada.
Garimpo centenário espera aproveitar avanço do petróleo
Explorado desde 1890, o Garimpo do Lourenço é considerado o mais antigo do Brasil ainda em atividade. A área tem aproximadamente 10 mil hectares e funciona por meio de uma concessão federal administrada pela Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros do Lourenço (Coogal).
O empreendimento pertenceu à mineradora Novo Astro, ligada a Eike Batista, até 1995. Depois de retirar cerca de 20 toneladas de ouro, a empresa deixou a região diante da redução dos estoques superficiais e da queda no preço do mineral.

Agora, os trabalhadores esperam que a chegada da indústria petrolífera ajude a resolver dificuldades antigas, inclusive problemas ambientais e de infraestrutura. A atividade, apesar de regularizada, já enfrentou fiscalizações e paralisações por infrações ambientais.
A nova descoberta de petróleo ainda não significa que a produção comercial começou. Mesmo assim, a perspectiva de desenvolvimento da Margem Equatorial coloca Calçoene no radar de investimentos que podem alcançar também o distrito garimpeiro.









