O Amapá, conhecido por manter uma das maiores áreas de vegetação nativa preservada do Brasil, voltou a ganhar destaque após uma nova descoberta de petróleo anunciada pela Petrobras. O achado ocorreu na costa do estado, em uma região de águas ultraprofundas da Bacia da Foz do Amazonas, ampliando as informações disponíveis sobre o potencial petrolífero da área.
A descoberta foi realizada no poço Morpho, identificado como 1-BRSA-1405-APS, no bloco FZA-M-59. A perfuração alcançou um intervalo adicional portador de petróleo a uma profundidade de água de 2.886 metros. O resultado veio durante a continuidade dos trabalhos iniciados após a identificação de hidrocarbonetos divulgada pela companhia em agosto de 2026.
O novo intervalo foi reconhecido por meio de dados obtidos durante a perfuração, incluindo perfis elétricos, indícios encontrados nas rochas e amostras de fluidos. As informações ainda passarão por análises laboratoriais e serão integradas aos demais dados coletados no poço para ajudar a compreender melhor as características da região.

Estado preserva a maior parte da vegetação nativa
O Amapá se destaca nacionalmente pela conservação ambiental. Dados divulgados pelo governo estadual indicam que cerca de 97% de sua cobertura vegetal permanece preservada. Além disso, aproximadamente 73,5% do território está sob algum tipo de proteção, incluindo unidades de conservação e outras áreas protegidas.
A descoberta, porém, ainda não significa que a Petrobras tenha confirmado a viabilidade comercial da exploração. O resultado contribui para avaliar o potencial de recursos da Bacia da Foz do Amazonas, enquanto as análises continuam.
A companhia informou que dará sequência às atividades de perfuração e à avaliação das formações identificadas, seguindo os procedimentos de segurança e proteção ambiental. O avanço da pesquisa ocorre em uma região estratégica para a exploração de novas fronteiras de petróleo e gás no país.









