Quem entrou com um pedido de Benefício de Prestação Continuada (BPC) no INSS precisa ficar atento ao cenário atual de análise dos requerimentos. De janeiro a julho de 2026, o instituto tomou uma decisão sobre cerca de 10,34 milhões de pedidos de benefícios. Desse total, aproximadamente 5,25 milhões terminaram em indeferimento, o equivalente a 50,8% das decisões.
O percentual considera diferentes benefícios administrados pelo INSS, e não somente o BPC. Ainda assim, o dado chama atenção de quem aguarda uma resposta da autarquia, especialmente porque o benefício assistencial passa por critérios específicos de renda e, no caso das pessoas com deficiência, também por avaliação da condição que dá direito ao pagamento.
O BPC garante um salário mínimo mensal para idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que atendam às exigências previstas na legislação. Em 2026, o valor é de R$ 1.621.
Um dos principais pontos analisados pelo INSS é a renda familiar por pessoa. Pela regra geral, ela deve ser de até 1/4 do salário mínimo, o que corresponde a R$ 405,25 em 2026. Também é necessário estar com o Cadastro Único atualizado e cumprir os demais requisitos do benefício.
Por isso, quem já fez a solicitação deve acompanhar o andamento pelo Meu INSS. Caso o pedido seja indeferido, o interessado pode verificar o motivo apresentado pelo instituto e avaliar a possibilidade de apresentar recurso administrativo dentro do prazo previsto.
A negativa, portanto, não significa necessariamente o fim da tentativa de conseguir o benefício. O motivo informado pelo INSS é fundamental para saber quais medidas podem ser tomadas depois da decisão.









