A entrevista domiciliar é exigida, em regra, para a inclusão de famílias unipessoais no Bolsa Família e para determinadas atualizações cadastrais. O procedimento também se aplica a famílias desse tipo convocadas em processos de averiguação ou revisão cadastral, conforme as regras vigentes.
Em julho de 2026, entretanto, um acordo judicial estabeleceu uma flexibilização temporária: até julho de 2027, a ausência do registro da entrevista domiciliar não pode, por si só, impedir a manutenção do Bolsa Família para quem já recebe o benefício. A exigência continua valendo para novas inclusões e para famílias em averiguação ou apuração de possíveis irregularidades.
Existem ainda exceções à visita obrigatória para determinados grupos, como indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua, além de outras situações específicas previstas nas normas do Cadastro Único.
Morar sozinho pode impedir o recebimento?
A resposta para este caso é não. Uma pessoa que vive sozinha pode se cadastrar como família unipessoal e receber o Bolsa Família, desde que cumpra os critérios de renda e as demais exigências do programa. O tema sobre famílias unipessoais sempre gerou dúvida, mas é um mito que não possam receber.
O importante é informar corretamente quem mora no domicílio e manter os dados atualizados. Caso receba uma convocação para revisar o cadastro, o beneficiário deve procurar o setor responsável pelo CadÚnico em seu município e seguir as orientações recebidas.
A visita não representa automaticamente uma suspeita de fraude nem significa que o benefício será cancelado. A finalidade é verificar as informações e corrigir eventuais divergências antes que elas comprometam a regularidade do cadastro.









