A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) autorizou a circulação experimental dos maiores caminhões já liberados para trafegar em vias públicas brasileiras. A medida contempla composições conhecidas como hexatrem. Os veículos poderão operar em rodovias estaduais do Mato Grosso do Sul durante um período inicial de um ano.
A autorização foi concedida para 41 caminhões utilizados pela Suzano no transporte de toras de eucalipto. A iniciativa tem caráter experimental e envolve apenas veículos previamente identificados. Cada composição será reconhecida pelo número de chassi e por placas que indicam a realização dos testes.
Os hexatrens impressionam pelas dimensões e pela capacidade de carga. As composições podem atingir cerca de 60 metros de comprimento e Peso Bruto Total Combinado de 250 toneladas. Esse limite supera com ampla margem o peso normalmente permitido para veículos de carga nas rodovias brasileiras.
Testes ocorrerão em estradas do Mato Grosso do Sul
Os caminhões serão empregados no deslocamento de madeira entre áreas de cultivo e unidades industriais da empresa. Antes da autorização, esses veículos circulavam apenas em estradas internas das fazendas. Agora, poderão utilizar trechos específicos de rodovias estaduais localizadas na região conhecida como Vale da Celulose.
As operações envolverão caminhões com tração 6×4 e 6×6 equipados com seis implementos de carga. O objetivo é avaliar a viabilidade técnica e operacional desse modelo em vias públicas. Os estudos também analisarão possíveis ganhos logísticos e redução de custos no transporte florestal.
Os percursos autorizados incluem segmentos das rodovias MS-357, MS-338, MS-456, MS-340 e MS-459. As composições poderão trafegar vazias em direção às áreas de produção e retornar carregadas para as fábricas. A autorização vale exclusivamente para os veículos incluídos no projeto aprovado pela Senatran.

Monitoramento será obrigatório durante a operação
Segundo as regras estabelecidas, todos os caminhões serão acompanhados por sistemas de rastreamento via satélite e sensores. As informações coletadas servirão para avaliar o comportamento das composições durante os testes. A empresa também deverá analisar as condições de pontes e demais estruturas presentes nas rotas.
A Suzano ficará responsável por monitorar toda a operação e responder por eventuais danos causados às rodovias ou às estruturas utilizadas. Os resultados obtidos poderão subsidiar futuras avaliações sobre o uso desse tipo de composição em outras operações logísticas no país.









