Está chegando a hora de mais uma Copa do Mundo, e com isso se renovam as esperanças pela Seleção Brasileira na busca do tão sonhado Hexa. Aliás, os jogadores da “amarelinha” terão um incentivo importante na busca da sexta estrela, estamos falando de uma premiação milionária.
“Dava para comprar um apartamento de três quartos? Dava.” Essa foi a frase dita pelo ex-volante Piazza, em entrevista concedida à Folha de S.Paulo em 2020. O titular da Seleção Brasileira campeã mundial em 1970, relembrou a premiação recebida pelos jogadores após a conquista do tricampeonato no México.
Segundo ele, cada atleta recebeu US$ 14,5 mil pelo desempenho na competição. Os cinco primeiros jogos renderam US$ 4,5 mil por jogador, equivalentes a US$ 900 por partida. Já a decisão contra a Itália garantiu um bônus de US$ 10 mil para cada integrante do elenco.
“A Copa do Mundo de 1970 representou US$ 14.500 para nós. O último jogo, contra a Itália, foi decisivo para a premiação. Os cinco primeiros jogos renderam US$ 4.500 e a final mais US$ 10 mil. Na época, aquele dinheiro permitia comprar um apartamento de três quartos. Hoje não tem comparação com os valores pagos atualmente”, recordou Piazza.
Corrigido pela inflação dos Estados Unidos, o prêmio individual de US$ 14,5 mil recebido em 1970 corresponderia atualmente a cerca de US$ 124 mil. Embora seja uma quantia relevante, está longe dos valores envolvidos no futebol moderno.

Veja quanto os jogadores vão receber em caso de conquista na Copa
Caso a Seleção Brasileira conquiste o hexacampeonato em 2026, cada jogador poderá receber aproximadamente US$ 942 mil — algo próximo de R$ 5 milhões na cotação atual. Um valor suficiente para adquirir imóveis de alto padrão em bairros nobres de diversas cidades brasileiras.
A comparação evidencia não apenas a diferença entre gerações, mas também a profunda transformação econômica do futebol nas últimas décadas. O esporte deixou de ser apenas uma disputa esportiva para se tornar uma indústria multibilionária.
A própria FIFA é um exemplo desse crescimento financeiro. Durante o ciclo de quatro anos que culmina na Copa do Mundo de 2026, a entidade projeta arrecadar cerca de US$ 13 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 65 bilhões.
Parte dessa receita vem da venda de direitos comerciais, patrocínios, transmissões e ingressos, cujos preços alcançam valores cada vez mais elevados. Em algumas partidas decisivas, um ingresso pode custar o equivalente ao preço de um carro popular.
Diante desse cenário, a participação dos atletas nos lucros do torneio é vista como reflexo natural da importância que possuem dentro do espetáculo. Afinal, são eles os protagonistas de um evento que movimenta bilhões de dólares e mobiliza torcedores em todo o planeta.
De fato os tempos são outros, capazes de pelo menos em questão de cifras, superar (de longe) os números ganhos pela Seleção de 70. Para muitos a melhor já vista em toda a história do futebol.





