O Governo Federal anunciou uma nova etapa do programa Brasil Soberano, com a criação de R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas impactadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A medida busca oferecer suporte a setores prejudicados pelo aumento de custos e pelas dificuldades no comércio internacional.
A iniciativa será formalizada por meio de medida provisória e representa a terceira fase do programa criado após o primeiro tarifaço norte-americano. Do valor total, R$ 13,5 bilhões serão destinados pelo Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões terão participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Recursos serão usados para investimentos e adaptação
As novas linhas de crédito poderão ser utilizadas pelas empresas para diferentes finalidades, como capital de giro, aquisição de máquinas, expansão da produção e modernização tecnológica. O programa também prevê apoio para adaptação de produtos e abertura de novos mercados no exterior. A distribuição dos recursos será definida pelo BNDES e analisada por um conselho formado por ministérios.
Segundo o Palácio do Planalto, a estratégia permitirá direcionar os financiamentos conforme o impacto sofrido por cada segmento econômico. A prioridade será atender empresas consideradas relevantes para a economia nacional e para a participação brasileira no comércio internacional. O objetivo é reduzir os efeitos causados pelas barreiras comerciais.

Setores exportadores estão entre os principais beneficiados
Entre os segmentos que poderão receber apoio estão aço, alumínio, automóveis, móveis, madeira, máquinas, equipamentos elétricos, cerâmica, plástico, calçados, papel e açúcar. O programa também contempla áreas consideradas estratégicas, como fertilizantes, minerais críticos, produtos químicos, medicamentos, tecnologia e equipamentos eletrônicos.
O anúncio ocorreu no mesmo período em que entrou em vigor uma nova tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte das importações brasileiras. O Governo brasileiro considera a medida injustificada, mas informou que seguirá buscando negociações diplomáticas. Até o momento, não foram anunciadas ações de retaliação comercial.









