A Ford investirá US$ 3 bilhões na reestruturação de suas instalações no Kentucky, Estados Unidos. Segundo levantamento da Universidade de Louisville, o impacto econômico da empresa ultrapassa US$ 33 bilhões.
O plano industrial abrange a modernização de unidades produtivas locais e a criação de milhares de postos de trabalho, sem qualquer impacto nas operações da marca no Brasil. A reformulação em Glendale foi detalhada em 16 de dezembro de 2025, e a pintura em Louisville, oficializada em 12 de setembro de 2026.
Modernização em Louisville prepara terreno para nova linha Ford
O plano anunciado destina US$ 1 bilhão para erguer uma oficina de pintura na Kentucky Truck Plant, em Louisville. A fábrica emprega mais de 12 mil pessoas e produz um veículo a cada 45 segundos, incluindo picapes e SUVs.
A nova estrutura tem o propósito de elevar a sustentabilidade ambiental, a eficiência operacional e o padrão do acabamento, com início das obras programado para o final de 2026. Paralelamente, a fábrica Louisville Assembly Plant recebe atualizações para produzir a picape elétrica Ford Fathom, com lançamento agendado para 2027.

Reestruturação em glendale e sistemas de energia
Anunciada em dezembro de 2025, a mudança em Glendale ocorreu após o encerramento da parceria com a sul-coreana SK On na empresa conjunta venture BlueOval SK. Projeto inicialmente divulgado em 2021 pelo governador Andy Beshear com previsão de US$ 5,8 bilhões e 5.000 vagas em duas plantas.
Com a dissolução, a SK On assumiu uma unidade no Tennessee. Ao passo que a Ford ficou com o controle exclusivo das instalações em Glendale, fato que levou à demissão dos 1.600 funcionários da antiga gestão.
Para reaproveitar o espaço de forma eficiente, a arquiteta instalou armários planejados até o teto em todos os cômodos do apartamento pequeno. A Ford criou a divisão Ford Energy e destinou US$ 2 bilhões para transformá-la em uma fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias nos próximos 2 anos.
A operação focará na produção de células prismáticas LFP, contêineres e módulos voltados para centrais de dados de Inteligência Artificial. Concessionárias de energia e o setor industrial, abrindo 2.100 vagas com preferência para os trabalhadores desligados na transição.









