Dois grandes rivais do futebol brasileiro podem ter problemas no Campeonato Brasileiro, em virtude de uma decisão da FIFA. Estamos falando dos rivais Flamengo e Fluminense.
A preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027 gerou um impasse entre a Fifa e o consórcio formado por Flamengo e Fluminense, responsável pela gestão do Maracanã.
As divergências envolvem o período de exclusividade do estádio e o tempo de preservação do gramado, levando a entidade máxima do futebol a acionar o Governo do Estado do Rio de Janeiro para garantir o cumprimento das cláusulas previstas no contrato.
Escolhido para receber a final do Mundial e cotado também para sediar a partida de abertura, o Maracanã deverá ficar à disposição da Fifa com exclusividade 14 dias antes do primeiro jogo.
O acordo ainda determina que o gramado seja preservado por 28 dias antes da estreia da competição e por cinco dias após a última partida realizada no estádio. O consórcio, porém, tenta reduzir esses prazos para minimizar o período em que Flamengo e Fluminense ficarão sem utilizar o local antes da pausa do calendário do futebol masculino.
Com isso, os eternos rivais cariocas podem ficar sem casa no Campeonato Brasileiro de 2027, já que a época das partidas do Mundial feminino vão acontecer na mesma época do nacional masculino.
🚨 Maracanã pode ficar indisponível por semanas antes da Copa do Mundo Feminina de 2027
— Jornal do Fla – Notícias do Mundo Rubro-Negro (@sitejornaldofla) July 15, 2026
A Fifa enviou ofício ao Governo do RJ pedindo intervenção após o Consórcio Fla-Flu questionar prazos do contrato de uso do estádio. Isso porque o documento prevê 28 dias de proteção do… pic.twitter.com/O5vEgFro7d
Fifa se manifestou em ofício enviado ao Governo
Em ofício enviado ao Governo do Estado em 24 de junho, a Fifa informou que as negociações com a concessionária seguem em andamento e reforçou a necessidade de cumprimento integral do Contrato de Estádio.
Segundo o diretor executivo de operações da Copa do Mundo Feminina, Thiago Jannuzzi, a administradora do Maracanã passou a alegar que os prazos exigidos pela entidade podem comprometer indicadores de desempenho previstos no contrato de concessão firmado com o Estado.
De acordo com o consórcio, atender às exigências da Fifa poderia resultar em penalidades contratuais, aumento do valor da outorga, redução das notas de desempenho e aplicação de mecanismos de reequilíbrio financeiro.
Além da questão operacional, também há divergências sobre quem deverá arcar com os investimentos necessários para adaptar o estádio aos padrões exigidos pela competição.
A Fifa solicitou ainda que o Governo do Estado participe da avaliação das intervenções necessárias e da elaboração de um plano de ação para viabilizar as obras.
A entidade argumenta que o Maracanã precisará de adequações para atender aos requisitos do Mundial e destaca que a concessionária questiona a responsabilidade pelos custos, apesar de ter assinado os anexos do contrato como autoridade responsável pelo estádio.
A expectativa é de que Governo do Estado e Prefeitura do Rio de Janeiro dividam as responsabilidades pelas melhorias. O ofício também foi encaminhado a integrantes da administração estadual, entre eles o secretário-chefe da Casa Civil, Flávio Willeman, que também exerce o cargo de vice-presidente do Flamengo.
Em manifestações anteriores, Willeman afirmou que se considera impedido de participar de decisões relacionadas ao clube ou ao Consórcio Maracanã.









