O Exército Brasileiro reuniu 2,4 mil soldados em território nacional para uma operação na região da fronteira oeste do Rio Grande do Sul. A movimentação contou ainda com a presença de 400 militares da Argentina em solo gaúcho.
Dois oficiais catarinenses integraram a equipe designada para Santa Maria para operar ferramentas digitais de planejamento tático. O trabalho envolveu o gerenciamento de tropas virtuais durante as manobras.
Missão estratégica do exército em santa Catarina
O Capitão Gabriel Tabanez e o 2º Sargento Lucas Loch representaram o 23º Batalhão de Infantaria de Blumenau na atividade realizada no Rio Grande do Sul. A dupla executou as diretrizes estabelecidas pelo comando da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada.
A central de comando permaneceu em Florianópolis enquanto os profissionais inseriam as ordens no programa de computador. A capacitação exigiu um oficial com curso de aperfeiçoamento e um sargento com formação equivalente para a função.
Como funciona a simulação digital de combate
O programa computacional reproduz cenários de guerra real com o emprego de tanques, veículos blindados, drones e forças especiais. Cada equipe administra divisões específicas em situações de ataque ou de defesa na interface virtual.
O planejamento logístico também integra o sistema para testar o suprimento de munição e recursos necessários para o avanço das tropas. A falta de previsão adequada interrompe o deslocamento do batalhão simulado no ambiente digital.

Integração com tropas estrangeiras na fronteira
As atividades virtuais ocorreram paralelamente ao Exercício Combinado Arandu 2026, que uniu forças do Brasil e da Argentina no solo gaúcho. O treinamento englobou manobras práticas no Campo de Instrução Barão de São Borja.
O tenente-coronel Daniel Dutra destacou que a experiência aprimora o gerenciamento de estado-maior e a tomada de decisões. As ações conjuntas transcorreram entre os dias 10 e 15 de outubro no estado.









