A Williams, equipe pela qual Ayrton Senna disputava a temporada de Fórmula 1 em 1994, entrou na Justiça em 2026 por causa do desaparecimento de um de seus carros históricos. A ação foi apresentada no Tribunal Superior do Reino Unido e envolve um modelo que marcou uma importante fase da história da escuderia.
O caso envolve um exemplar do FW23, carro utilizado pela Williams na temporada de 2001 por Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya. Um dos nove chassis produzidos foi emprestado em 2015 à empresa Autotech Performance Ltd., para ficar exposto na garagem da companhia.
Anos depois, em 2021, a Williams solicitou a devolução do veículo para sua coleção histórica, mas não conseguiu recuperá-lo. A Autotech acabou entrando em liquidação e foi retirada do registro empresarial em novembro de 2023.
A equipe agora processa Peter Thorpe, que era diretor e acionista da empresa. A Williams afirma que o carro foi retirado das instalações depois de Thorpe ter informado aos responsáveis pela liquidação que o veículo seria de sua propriedade. A escuderia contesta essa versão e sustenta que o automóvel havia sido apenas emprestado.
A equipe pede judicialmente a devolução do carro ou, caso isso não seja possível, uma indenização superior a £ 1 milhão. Thorpe, por sua vez, afirma que não sabe onde o veículo está atualmente e contesta parte das alegações apresentadas pela Williams.
A ligação com Ayrton Senna está na história da própria equipe. O brasileiro assinou com a Williams para disputar a temporada de 1994 ao lado de Damon Hill, mas morreu no Grande Prêmio de San Marino, em Imola, após o acidente na curva Tamburello. A própria Williams reconhece que Senna perdeu a vida apenas três corridas depois de iniciar sua passagem pela equipe.
O processo de 2026, portanto, não tem relação com o acidente de Senna. A conexão é apenas histórica: trata-se da mesma equipe que esteve no centro de um dos episódios mais marcantes da Fórmula 1.









