O mercado de trabalho brasileiro encerrou junho com 5,9 milhões de pessoas desempregadas. Nos Estados Unidos, o contingente chegou a 6,9 milhões em julho. Apesar da diferença no número absoluto, os dois países apresentam taxas de desocupação distintas.
Brasil reduz número de desempregados
No Brasil, a taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre encerrado em junho, segundo o IBGE. Esse foi o menor percentual para o período desde o início da série histórica, em 2012. Em março, o indicador havia ficado em 6,1%.
A população desocupada brasileira recuou 10,9% na comparação com o trimestre anterior. Frente ao mesmo período de 2025, a redução foi de 6,3%. Isso representa 718 mil pessoas a menos entre os brasileiros que estavam procurando trabalho sem conseguir ocupação.
O número de pessoas ocupadas também aumentou e chegou a 103 milhões no segundo trimestre. O avanço foi de 1,1% na comparação trimestral e de 0,7% em relação ao ano anterior. O nível de ocupação alcançou 58,8% no período.
EUA têm 6,9 milhões de desempregados
Nos Estados Unidos, os dados do U.S. Bureau of Labor Statistics apontam 6,9 milhões de desempregados em julho de 2026. A taxa oficial de desocupação ficou em 4,1%. O resultado mostra que o número absoluto é superior ao registrado no Brasil, embora o percentual seja menor.
Entre os norte-americanos sem trabalho, cerca de 1,8 milhão estavam desempregados há pelo menos 27 semanas. O levantamento também contabilizou 4,8 milhões de trabalhadores em regime de meio período por razões econômicas. Esses grupos ajudam a dimensionar outras dificuldades do mercado.

Renda brasileira recua no trimestre
Enquanto a ocupação avançou no Brasil, o rendimento médio dos trabalhadores caiu na comparação com março. O valor passou de R$ 3.795 para R$ 3.738 no trimestre encerrado em junho. A retração foi de 1,5% nesse intervalo.
Na comparação anual, entretanto, houve aumento de 2,8% no rendimento médio. Os dados também apontaram crescimento da ocupação tanto entre trabalhadores sem carteira quanto entre empregados formais. O cenário combina queda do desemprego, expansão do emprego e variações na renda.









