A Tesla voltou a chamar a atenção com uma nova versão do Roadster, esportivo elétrico que utiliza propulsores de ar comprimido para executar manobras aéreas. Apresentado por Elon Musk na última quinta-feira (15), o projeto tem produção prevista para 2028.
O que nem todos sabem é que o Brasil também participa da corrida por veículos capazes de transportar pessoas pelo ar, com uma proposta bastante diferente da americana. Por outro lado, o modelo brasileiro recebeu milhares de encomendas e deve entrar em ação antes mesmo do novo Roadster.
A iniciativa brasileira é conduzida pela Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer que desenvolve aeronaves elétricas conhecidas como eVTOLs. Em vez de adaptar um carro esportivo para realizar saltos e movimentos no ar, a companhia aposta em um veículo projetado desde o início para decolar e pousar verticalmente, sem depender de uma pista convencional.
O modelo foi desenvolvido para transportar até cinco pessoas, incluindo o piloto, e tem autonomia estimada em 100 quilômetros. A proposta é atender deslocamentos relativamente curtos, como viagens entre centros urbanos e conexões com aeroportos, aproveitando a possibilidade de operar em espaços menores.

Quando o modelo brasileiro poderá transportar passageiros?
A Eve planeja começar a entregar suas aeronaves em 2027, ano em que também pretende iniciar as operações comerciais. A fabricação está prevista para Taubaté, no interior paulista, e o projeto já reúne aproximadamente 3 mil unidades encomendadas, segundo os dados divulgados pela empresa.
Em agosto de 2026, o veículo realizou nos Estados Unidos seu primeiro teste de transição para o voo horizontal. Essa etapa é importante para avaliar a passagem entre a configuração utilizada na decolagem vertical e aquela necessária para avançar durante o voo.
Apesar de compartilharem a ideia de mobilidade aérea, os projetos têm objetivos distintos. Enquanto o Roadster aposta em manobras com propulsores, o eVTOL brasileiro foi concebido para realizar deslocamentos aéreos com passageiros. A previsão de 2027, contudo, ainda depende do avanço do desenvolvimento e das etapas necessárias para a entrada em operação.









