O árbitro Anderson Daronco e o atacante Flaco López, do Palmeiras, viveram transformações físicas opostas nos últimos anos, cada um por motivos ligados às exigências do futebol profissional.
Daronco reduziu seu peso em 12 quilos para se adequar à velocidade do esporte, enquanto López ganhou 10 kg de massa corporal para potencializar seu desempenho em campo.
A mudança de Daronco, aos 45 anos, veio a partir de uma exigência da comissão de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Para López, a evolução foi parte de um plano do Palmeiras para torná-lo um dos principais atacantes no Brasil e na Argentina, focando em nutrição e tecnologia. Ambas as transformações visam melhorar o rendimento técnico e a longevidade nas carreiras dos profissionais.
Daronco adota perfil atlético para arbitrar
Anderson Daronco perdeu 12 quilos em dois anos, buscando aprimorar seu condicionamento físico, agilizar deslocamentos e proteger as articulações. A cobrança da CBF, iniciada no começo de 2025, visava transformar sua estrutura musculosa em um perfil mais adequado para corridas contínuas e tomadas de decisão rápidas no gramado.
Rodrigo Martins Cintra, ex-presidente da comissão de arbitragem, explicou que o excesso de massa muscular dificultava o deslocamento rápido e a preservação dos joelhos e tornozelos.
O árbitro, que é formado em educação física, alinhou as expectativas com a entidade e focou em melhorar seu condicionamento cardiorrespiratório para atender às demandas do futebol moderno.
Flaco López ganha massa com plano nutricional
Flaco López, por sua vez, ganhou 10 kg entre músculos, densidade óssea e volume de água no corpo ao longo de quatro anos. Desde junho de 2022, o atacante do Palmeiras seguia um regime alimentar com dois almoços e dois jantares diários, além de consumir quase um litro de vitamina batida com granola, castanhas e até fígado para aumentar o aporte calórico.
A nutricionista do clube, Mirtes Stancanelli, e o coordenador do Núcleo de Saúde e Performance, Daniel Gonçalves, revelaram que o jogador chegou com 74 kg e baixo índice de ferro, não conseguindo criar músculos.
A evolução foi monitorada por avaliações físicas, como a tecnologia DXA, que mede gordura, músculos e ossos, e testes de potência para saltos e acelerações, transformando o metabolismo e sistema digestório do atleta.
Essa transformação alimentar e estrutural, iniciada em 2024 após um ano e meio de adaptação metabólica, permitiu que o atacante potencializasse características de jogo. O Palmeiras investiu em ciência e tecnologia para desenvolver o atleta, com foco em exigências do futebol moderno.









