Grandes nomes do esporte são responsáveis por itens que chamam atenção de fãs colecionadores. Dois casos que vamos citar aqui diz respeito a uma lenda: Ayrton Senna e um nome que fez sucesso na Copa do Mundo: o goleiro Vozinha.
Começamos pelo goleiro de Cabo Verde. A camisa utilizada e autografada pelo arqueiro cabo-verdiano Vozinha durante a Copa do Mundo foi arrematada por R$ 65.575 em um leilão promovido pela plataforma MWS.
O valor estabeleceu um novo recorde para um uniforme de goleiro na empresa, superando as camisas de Alisson, vendida por R$ 59.044, e de Manuel Neuer, negociada por R$ 52.722.
O uniforme foi usado por Vozinha na partida contra a Arábia Saudita. De acordo com a MWS, o leilão atraiu 59 lances de participantes de 16 países, entre eles o Brasil, e a peça acabou sendo adquirida por um colecionador dos Estados Unidos.
A plataforma também destacou que todos os itens leiloados contam com a tecnologia Fabricks™, desenvolvida para garantir a autenticidade das peças. Cada uniforme possui um chip exclusivo que permite acessar informações sobre sua procedência, histórico de utilização e certificação.
Aos 40 anos, Josimar Dias, conhecido mundialmente como Vozinha, ganhou projeção internacional pelas atuações com a seleção de Cabo Verde na Copa do Mundo. O goleiro recebeu esse nome em homenagem ao ex-lateral brasileiro Josimar Higino Pereira, que defendeu a Seleção Brasileira no Mundial de 1986.
Nascido na Ilha de São Vicente, em Cabo Verde, Vozinha cresceu ao lado de quatro irmãos e foi criado principalmente pela avó, Dona Maria, enquanto a mãe trabalhava e o pai servia ao Exército. O apelido que o acompanha desde a infância surgiu justamente da forte ligação com a avó e acabou se tornando sua marca registrada dentro e fora dos gramados.
Capacete de Ayrton Senna arrematado por valor bem maior
Um dos capacetes utilizados por Ayrton Senna na temporada de 1992 da Fórmula 1 foi arrematado por 500 mil libras esterlinas, cerca de R$ 3,46 milhões na cotação atual, durante um leilão realizado no fim de semana do Grande Prêmio da Grã-Bretanha.
O valor ficou muito acima da estimativa inicial da casa de leilões, que previa uma venda entre 80 mil e 120 mil libras (aproximadamente R$ 553 mil a R$ 830 mil).
O equipamento foi usado pelo tricampeão mundial quando defendia a McLaren e esteve presente em três etapas da temporada: Grã-Bretanha, Alemanha e Hungria. Foi justamente em Hungaroring que Senna conquistou uma de suas vitórias naquele campeonato utilizando o capacete.
A autenticidade da peça foi confirmada por meio de um certificado emitido pela McLaren. Segundo a descrição do lote, o capacete da marca Shoei apresenta diversos sinais de uso em corridas, como marcas de impacto de pedras e outros desgastes característicos de provas oficiais.
Na temporada de 1992, Senna chegou como atual campeão mundial, mas enfrentou uma McLaren menos competitiva diante do domínio da Williams. Em Silverstone, abandonou a prova após um problema no câmbio quando ocupava a quarta posição.
No GP da Alemanha, terminou em segundo lugar, atrás de Nigel Mansell e à frente de Michael Schumacher, na única corrida da história em que os três dividiram o mesmo pódio.
Já no Grande Prêmio da Hungria, o brasileiro largou novamente da terceira colocação, assumiu a liderança nas voltas iniciais e venceu a corrida após o abandono de Riccardo Patrese.
A conquista foi a segunda das três vitórias de Senna naquela temporada, que também marcou o encerramento da histórica parceria entre McLaren e Honda.
De acordo com a empresa responsável pelo leilão, análises detalhadas de imagens confirmaram que o piloto não voltou a utilizar o mesmo capacete na etapa seguinte, disputada na França, reforçando a identificação e a exclusividade do item histórico.









