O reajuste do Bolsa Família começa a valer na folha de outubro de 2026, elevando o valor mínimo por família de R$ 600 para R$ 691. Enquanto os beneficiários do programa social passam a receber os valores atualizados conforme o calendário, um grupo específico de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também pode buscar um acréscimo no pagamento mensal: o adicional de 25%.
A diferença é que esse valor extra não é um reajuste geral das aposentadorias. Ele já está previsto na legislação previdenciária e pode ser concedido a quem recebe aposentadoria por incapacidade permanente e depende da assistência contínua de outra pessoa para realizar atividades do dia a dia.
Quem pode pedir o adicional de 25%?
O acréscimo é destinado a aposentados cuja condição exija ajuda permanente de terceiros. A necessidade precisa ser avaliada individualmente pelo INSS, com análise médico-pericial e apresentação de documentos que comprovem a situação. Portanto, não basta ter uma doença ou fazer a solicitação para garantir o aumento.
O pedido pode ser feito pelo aplicativo ou site Meu INSS. Basta entrar na plataforma, acessar a opção de novo pedido e procurar por “Solicitação de Acréscimo de 25%”. Durante a análise, o segurado poderá ser convocado para perícia médica e avaliação social.
Se o adicional for aprovado, o valor corresponde a 25% do benefício recebido e pode inclusive ultrapassar o teto previdenciário. Por isso, o aumento pode representar uma diferença significativa no orçamento de quem precisa de assistência permanente.
Quem atende aos critérios pode iniciar o pedido ainda em 2026, mas não há garantia de que o adicional será liberado no mesmo ano. O prazo depende da análise do INSS e da comprovação dos requisitos exigidos. Diferentemente do reajuste do Bolsa Família, a concessão não ocorre automaticamente: cada caso precisa ser avaliado.









