A Copa do Mundo é o assunto do momento, afinal de contas os grandes craques já estão atuando pelo gramados dos EUA, México e Canadá. Claro que além da bola, o dinheiro também é assunto, já que o Mundial movimenta bilhões. Mas você sabe quanto CBF e FIFA estão recebendo?
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) chega à Copa do Mundo de 2026, iniciada na última quinta-feira (11), com uma estimativa de arrecadação próxima de 170 milhões de euros em contratos de patrocínio, valor que corresponde a cerca de R$ 1 bilhão.
O montante reflete a recuperação comercial da entidade após a saída de importantes patrocinadores em 2025.Sob a gestão de Samir Xaud, a CBF ampliou sua carteira de parceiros com a chegada de grandes empresas.
São nomes como Amazon, Google, Azul, Uber, Volkswagen, iFood e Sadia. Essas marcas se juntaram a patrocinadores já consolidados da seleção brasileira, entre eles Nike, Itaú, Ambev, Vivo e Cimed.
Apesar dos novos acordos, Amazon e Google não terão exposição nas camisas da Seleção, já que os espaços comerciais disponíveis no uniforme já estavam ocupados por outros patrocinadores.
Em 2025, a entidade enfrentou a saída de quatro parceiros relevantes — Gol, Mastercard, Pague Menos e TCL — que encerraram seus contratos após mudanças na presidência da confederação.
Lista atual de patrocinadores da CBF
Atualmente, a entidade conta com os seguintes parceiros comerciais:
- Nike;
- Itaú;
- Ambev;
- Vivo;
- Cimed;
- Amazon;
- Google;
- Azul;
- Uber;
- Volkswagen;
- iFood;
- Sadia.
Premiação da Copa pode elevar receitas
Além das receitas de patrocínio, a participação na Copa do Mundo também garante importantes recursos financeiros. Apenas por disputar a fase de grupos, cada seleção assegura uma premiação de US$ 9 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 45 milhões.
Caso conquiste o hexacampeonato, a Seleção Brasileira poderá render à CBF uma premiação de US$ 50 milhões, cerca de R$ 251 milhões. Ao todo, a Fifa distribuirá US$ 655 milhões (R$ 3,3 bilhões) entre as 48 seleções participantes do torneio.
Somando a arrecadação comercial e a premiação mínima garantida pela participação no Mundial, a CBF já tem receitas estimadas em aproximadamente R$ 1,045 bilhão relacionadas ao ciclo da Copa. Em caso de título, esse valor poderá superar R$ 1,25 bilhão, sem considerar outras fontes de faturamento ligadas à marca da Seleção.

FIFA vai faturar valor bem mais alto
A FIFA projeta arrecadar cerca de US$ 8,9 bilhões (R$ 45 bilhões) com a Copa do Mundo de 2026, número que representa o maior faturamento anual já registrado pela entidade. A estimativa faz parte do planejamento financeiro divulgado pela organização e demonstra a relevância econômica do torneio para o ciclo entre 2023 e 2026.
A principal fonte de arrecadação da FIFA continua sendo a comercialização dos direitos de transmissão. A entidade estima receber aproximadamente US$ 3,9 bilhões com acordos firmados junto a emissoras de televisão e plataformas digitais em diferentes mercados ao redor do mundo.
Outro importante segmento de receitas será o de hospitalidade e venda de ingressos, que deve gerar cerca de US$ 3 bilhões. Já os contratos de patrocínio e marketing têm previsão de arrecadar aproximadamente US$ 1,8 bilhão durante o evento.
Além dessas áreas, a Fifa também espera obter ganhos complementares por meio de licenciamento de produtos, iniciativas ligadas aos eSports e outras operações comerciais associadas à Copa do Mundo.
Crescimento expressivo em relação às edições anteriores
As projeções indicam um salto considerável nas receitas da entidade quando comparadas aos ciclos anteriores. Segundo os cálculos da FIFA, o faturamento esperado supera em mais de 70% os números registrados no ciclo encerrado com a Copa do Mundo do Catar, em 2022, além de representar mais que o dobro das receitas obtidas entre 2015 e 2018.





