O Corinthians decidiu não aceitar a proposta apresentada pelo Las Palmas, da Espanha, pelo atacante Gui Negão. O clube europeu pretendia contar com o jogador de 19 anos por empréstimo durante uma temporada, incluindo uma cláusula de opção de compra ao término do contrato. A diretoria alvinegra, porém, optou por manter o jovem no elenco e rejeitou os termos da negociação.
A principal razão para a negativa foi o formato da oferta. O Corinthians entende que, neste momento, a prioridade é realizar negociações em definitivo para aumentar a arrecadação e fortalecer a situação financeira do clube. Além disso, dirigentes avaliaram que uma transferência para a segunda divisão do futebol espanhol não proporcionaria a visibilidade desejada para o desenvolvimento e valorização do atacante.
Considerado uma das promessas das categorias de base, Gui Negão segue nos planos do Timão para a sequência da temporada. A expectativa é que o jogador continue sendo observado pelo mercado internacional, mas a diretoria pretende negociar o atleta apenas em condições consideradas mais vantajosas, tanto do ponto de vista esportivo quanto financeiro.
Enquanto o Corinthians trabalha para definir seu planejamento no mercado, um importante projeto ganha força no futebol paulista. O ex-lateral Roberto Carlos confirmou que integrará o grupo de investidores responsável pela Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da Inter de Limeira. O pentacampeão mundial se junta a Ronaldo, que já havia revelado participação nas negociações envolvendo a aquisição do clube.
A iniciativa é liderada pelo executivo Enrico Ambrogini, profissional com experiência no segmento de SAFs. Ele atuou como diretor de operações do Cruzeiro durante a gestão de Ronaldo, trabalhou no Valladolid, da Espanha, e também exerceu a função de CEO da Inter de Limeira entre 2019 e 2021, acumulando conhecimento sobre a estrutura do clube.
A transformação da Inter de Limeira em SAF foi aprovada pelo Conselho Deliberativo em abril deste ano. O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 454 milhões ao longo de dez anos, com foco na reestruturação financeira, fortalecimento do futebol e a meta de levar a equipe à Série A do Campeonato Brasileiro em um prazo máximo de oito temporadas.









