A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, uma decisão envolvendo questões migratórias tirou da competição um dos árbitros mais promissores do futebol africano. A Fifa confirmou que o somali Omar Artan, de 34 anos, não poderá atuar no torneio após ter a entrada nos Estados Unidos negada.
Selecionado entre os 52 árbitros escolhidos pela entidade para trabalhar na competição, Artan faria história ao se tornar o primeiro representante da Somália a apitar partidas em uma Copa do Mundo. A exclusão ocorre apesar do reconhecimento conquistado nos últimos anos, período em que consolidou sua trajetória no cenário internacional da arbitragem.

“A Fifa foi informada pelas autoridades de que a situação do Sr. Artan não será alterada neste momento. Em linha com eventos anteriores da Fifa, cabe, em última instância, ao governo do país anfitrião determinar quem recebe um visto e quem tem permissão para entrar em seu território”, explicou a entidade máxima do futebol em comunicado oficial.
EUA negam visto a árbitro às vésperas da Copa do Mundo
Em comunicado enviado à agência Reuters, Artan agradeceu as manifestações de apoio recebidas e afirmou que continuará trabalhando para representar seu país em futuras competições. O governo somali revelou ter tentado negociar com autoridades americanas e com a própria Fifa para reverter a situação, mas sem sucesso. Em nota, o Ministério do Esporte destacou que as conquistas do árbitro são motivo de orgulho nacional
“Gostaria de agradecer à Fifa e à CAF (Confederação Africana de Futebol) por todo o apoio e prometo manter meus padrões de arbitragem enquanto me concentro no futuro. Quero agradecer à família do futebol pelas mensagens e desejar aos meus colegas todo o sucesso durante a Copa do Mundo, e espero me juntar a eles novamente em futuras competições”, declarou.





