Ter um sobrenome conhecido na família pode despertar a curiosidade sobre a existência de bens deixados por antepassados. No entanto, não existe no Brasil uma herança vinculada automaticamente a um sobrenome. Para descobrir se há algum patrimônio que possa chegar até você, é necessário identificar o possível familiar falecido e comprovar a relação de parentesco.
O primeiro passo é montar a árvore familiar com nomes completos, datas de nascimento, casamento e falecimento. Certidões antigas podem ajudar a encontrar pais, avós e bisavós e, a partir dessas informações, chegar a pessoas que eventualmente tenham deixado patrimônio.
Outro caminho é consultar registros relacionados a testamentos. A Central Notarial de Serviços Eletrônicos Compartilhados (CENSEC) mantém informações sobre atos realizados em cartórios de notas, incluindo registros de testamentos. A pesquisa pode ajudar a verificar se uma pessoa falecida deixou alguma disposição de última vontade.
Também é possível procurar informações sobre inventários. A CENSEC possui a Central de Escrituras de Separações, Divórcios e Inventários (CESDI), que reúne dados de escrituras públicas desse tipo. A consulta pode ser útil para descobrir se determinado familiar teve um inventário realizado em cartório.
A investigação não termina, porém, apenas com o sobrenome. É preciso confirmar a cadeia de parentesco e verificar quem são os herdeiros reconhecidos no processo de sucessão. Dependendo do caso, também podem existir imóveis, contas, empresas ou outros bens registrados em nome do falecido.
Quem suspeita de uma possível herança deve começar pelos documentos da própria família e avançar para cartórios, registros de testamentos e inventários. Em situações mais complexas, um advogado especializado em Direito de Família e Sucessões pode analisar os documentos e verificar se existe algum direito hereditário.









