A batata, um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros, teve forte redução de preço no Nordeste em julho. No Ceasa de Fortaleza, a queda chegou a 48,68%, enquanto no Recife alcançou 43,52%. O movimento foi impulsionado pelo aumento da oferta da safra de inverno.
Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que a retração foi generalizada nos principais entrepostos analisados. Na média ponderada, o preço da batata caiu 37,33% em julho. Com isso, o quilo encerrou o mês custando, em média, R$ 2,97.
Oferta maior derruba preço da batata
O avanço da produção de inverno aumentou significativamente a quantidade de batata disponível nos Centros de Abastecimento. Com mais mercadoria chegando ao atacado, os preços foram pressionados para baixo. A queda esteve entre as maiores registradas pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro.
No Recife, porém, o cenário começou a mudar em agosto. Dados do Ceasa Pernambuco apontam valorização de aproximadamente 37,5% entre a última semana de julho e a última semana de agosto. A redução da oferta contribuiu para a recuperação das cotações.
Segundo o departamento técnico do entreposto pernambucano, a mudança influencia diretamente produtores, comerciantes e consumidores. A recuperação dos preços melhora a remuneração de quem trabalha com o produto. Por outro lado, pode representar nova pressão sobre os valores cobrados nas feiras e supermercados.

Tomate e cenoura também registram queda
A batata não foi a única hortaliça beneficiada pelo aumento da oferta de inverno. O tomate apresentou redução média de 39% nos entrepostos monitorados pela Conab, enquanto o volume recebido cresceu 19,3% em comparação com junho. Em Vitória, a queda chegou a 55,16%.
A cenoura também ficou mais barata durante o período analisado. A redução média foi de 29%, acompanhada por um aumento de 9,6% no volume comercializado pelas centrais. Campinas registrou a maior retração, de 38,37%, seguida por Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo.









