Os consumidores brasileiros continuarão pagando um valor adicional na conta de energia durante o mês de julho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da bandeira tarifária amarela. Com isso, permanece o acréscimo de R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos.
A definição leva em conta as atuais condições de geração de eletricidade no país. Segundo a agência reguladora, o período de estiagem reduz o volume de água armazenado nos reservatórios das hidrelétricas. Esse cenário exige maior utilização de usinas termelétricas, que possuem custo de operação mais elevado.
Entenda por que a cobrança extra continua
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para informar aos consumidores quanto custa produzir energia em cada momento. Quando as hidrelétricas conseguem atender à demanda com facilidade, não há cobrança adicional. Já em períodos de menor disponibilidade hídrica, entram em vigor taxas extras para compensar os custos da geração.
A bandeira amarela permanece ativa desde abril e continuará valendo em julho. Na prática, isso significa que o consumidor seguirá pagando R$ 1,885 a mais a cada 100 kWh utilizados. Quanto maior o consumo mensal, maior será o impacto desse adicional no valor final da fatura.
A Aneel explica que a redução dos níveis dos reservatórios é característica dos meses mais secos do ano. Para garantir o fornecimento de energia, torna-se necessário acionar usinas termelétricas. Embora essenciais para manter o abastecimento, essas unidades geram eletricidade com custos superiores aos das hidrelétricas.

Como funciona cada bandeira tarifária
O modelo adotado pela Aneel utiliza cores para indicar as condições de geração de energia elétrica. Na bandeira verde, não existe cobrança adicional na conta. Já a bandeira amarela acrescenta R$ 18,85 por megawatt-hora consumido, equivalente a R$ 1,885 para cada 100 kWh.
Quando os custos aumentam ainda mais, podem ser aplicadas as bandeiras vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2. Nesses casos, os acréscimos sobem para R$ 4,463 e R$ 7,877 a cada 100 kWh consumidos, respectivamente. .





