Proprietários de carros elétricos e híbridos que atualmente contam com isenção de IPVA precisam ficar atentos ao calendário de 2027. Em alguns estados, benefícios fiscais têm prazo definido para terminar. Com isso, determinados veículos poderão começar a pagar o imposto no próximo ano.
A mudança está ligada às regras criadas por cada estado para incentivar a compra de modelos menos poluentes. Como os benefícios não seguem um padrão nacional, as condições variam conforme o local. Em alguns casos, a cobrança será retomada de maneira gradual.
São Paulo terá cobrança progressiva
Em São Paulo, determinadas categorias de híbridos e veículos movidos a hidrogênio possuem isenção estadual até 31 de dezembro de 2026. A partir de 2027, os híbridos enquadrados na regra passarão a recolher IPVA. A alíquota será elevada gradualmente nos anos seguintes.
O cronograma prevê cobrança de 1% em 2027 e 2% no ano seguinte. Em 2029, a alíquota chegará a 3%, enquanto a partir de 2030 será aplicada a taxa de 4%. A regra estadual também estabelece critérios relacionados ao tipo de motorização e ao valor do automóvel.
Na capital paulista, o proprietário ainda precisa separar as regras estaduais das políticas municipais. Isso porque a cidade possui mecanismos próprios relacionados a veículos eletrificados. Portanto, um benefício municipal não significa necessariamente que o imposto estadual permanecerá zerado.

Amapá também terá transição
No Amapá, a isenção contempla veículos elétricos e híbridos adquiridos dentro do período previsto pela legislação. Para compras realizadas até o fim de 2026, o benefício ainda poderá ser aplicado conforme os critérios estabelecidos. Depois disso, começa uma cobrança progressiva.
Para os elétricos, a alíquota será de 0,5% em 2027. O percentual sobe para 1% em 2028, alcança 2% em 2029 e chega a 3% a partir de 2030. Assim, quem atualmente não recolhe o imposto deverá incluir essa despesa no orçamento anual.









