A Copa do Mundo está terminando e com isso um velho conhecido está retornando: o Campeonato Brasileiro. Falando no maior torneio de futebol do nosso país, podemos ter até seis novidades envolvendo as regras das disputas no Brasileirão.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estuda adotar no futebol nacional as novas regras aprovadas pela International Football Association Board (IFAB) e já utilizadas pela Fifa durante a Copa do Mundo de 2026.
Antes de qualquer decisão, a entidade pretende discutir as mudanças com os clubes das Séries A e B e preparar o quadro de arbitragem para uma possível implementação no Campeonato Brasileiro.
Em ofício encaminhado aos clubes, a CBF informou que promoverá, em agosto, uma reunião técnica para apresentar estudos sobre os impactos das alterações. O encontro também servirá para compartilhar a experiência obtida durante o Mundial e debater, em conjunto, a viabilidade, o cronograma e os procedimentos necessários para a adoção das novas normas. A data do evento ainda será divulgada.
Paralelamente, os árbitros brasileiros já estão sendo treinados para aplicar as mudanças. Entre os dias 5 e 10 de julho, durante um período de capacitação em Madri, os profissionais receberam instruções sobre as atualizações promovidas pela IFAB.
Um dos temas que também será debatido é a chamada “Lei Vini Jr.“, que prevê expulsão para jogadores, reservas ou substituídos que cubram a boca ao se comunicar de forma provocativa, ofensiva ou inflamatória com adversários.
A Conmebol, por sua vez, confirmou que adotará as novas regras em suas competições, mas informou que essa medida específica não será implementada.

Quais são as outras possíveis mudanças nas regras?
As alterações têm como principal objetivo reduzir a perda de tempo e tornar as partidas mais dinâmicas. Entre as novidades estão a contagem regressiva de cinco segundos para cobranças de laterais e tiros de meta — com perda da posse ou concessão de escanteio em caso de atraso —, o limite de dez segundos para o jogador substituído deixar o campo.
Essa questão sob pena de a equipe atuar com um atleta a menos por um minuto, além da obrigatoriedade de permanência mínima de 60 segundos fora de campo para jogadores que receberem atendimento médico.
Outra mudança importante amplia a atuação do VAR, que passa a poder corrigir marcações equivocadas de escanteio e erros na aplicação de um segundo cartão amarelo, sem necessidade de revisão no monitor pelo árbitro de campo.









