Brasil está em destaque nas últimas atualizações divulgadas sobre o assunto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Uruguai autorizou o uso do excedente da cota uruguaia de exportação de Carne bovina para a China.
A medida, celebrada pelo governo brasileiro, visa ampliar o espaço para a proteína nacional no mercado chinês após o país atingir o limite anual previsto para 2026.
O Brasil alcançou a marca de 1,106 milhão de toneladas ainda em julho, o que impactou o ritmo dos embarques. Até o momento, o Ministério do Comércio da China não oficializou a transferência ou o uso do saldo da cota uruguaia pelas empresas brasileiras.
Impactos na exportação de Carne em torno de Brasil
A Abiec avalia positivamente a iniciativa como forma de ampliar o acesso ao mercado chinês. O impacto efetivo em 2026, porém, pode ser limitado devido ao prazo necessário para a logística de negociação, embarque e trânsito da mercadoria até o destino final.
A entidade ressalta que a medida representa uma alternativa importante para 2027, considerando o esgotamento precoce das cotas. O Brasil tem um limite de 1,128 milhão de toneladas para o próximo ano e busca maior previsibilidade nos fluxos de venda.
Limites de exportação e cotas
O mecanismo de salvaguarda de Pequim define cotas específicas para cada país, mantendo as importações sob a tarifa regular de 12%. Volumes que superam esses limites ficam sujeitos a uma tarifa adicional de 55%, totalizando uma carga tributária de 67% sobre o produto brasileiro.
O Uruguai possui uma cota de 324 mil toneladas para 2026, volume superior ao que o país vinha utilizando. Dados mostraram que, até julho, os uruguaios haviam utilizado cerca de 28% do total permitido antes da autorização para o repasse ao Brasil.
A redução das vendas brasileiras ao principal destino da proteína levou frigoríficos a ajustar a produção. Algumas unidades buscaram mercados alternativos ou adotaram medidas como a redução de abates e a implementação de férias coletivas para os funcionários.









