Bill Gates, que faz 71 anos nesta quarta-feira (28), é um dos principais nomes da tecnologia a alertar sobre o impacto sem precedentes da Inteligência Artificial. O cofundador da Microsoft destacou, em seu site pessoal, que a tecnologia tem o potencial de substituir a cognição humana.
E transformar diversos setores, como direito, medicina e desenvolvimento de software, ao longo de uma década. Apesar de ver a IA como “o maior equalizador já inventado”, Gates também a considera “a pior fonte de injustiça”, temendo que milhões de profissionais qualificados fiquem sem ocupação de forma abrupta.
Essa transição para a era da IA, segundo ele, será um dos momentos mais turbulentos da história da humanidade. O principal receio de Bill Gates é um período de transição de 20 anos, no qual haverá vencedores e perdedores com muita disrupção, conforme revelou em participação no podcast Decoder.
O Fórum Econômico Mundial já havia apontado para 2025 o deslocamento de postos de trabalho, que levaria duas décadas para se consolidar. Mesmo o planejamento mais eficaz não impedirá, segundo o bilionário, que esta fase se torne um dos momentos mais turbulentos de qualquer período da história da humanidade.
Como a IA impactará o mercado de trabalho?
A avaliação de Gates é que o baque inicial atingirá funções administrativas como televendas, suporte ao cliente e contabilidade. Rotinas nesses setores serão assumidas por ferramentas automatizadas de forma radicalmente mais barata, mais rápida e até mais precisa, eliminando a escassez de pessoal.
A implementação de máquinas com formato humano afetará funções de trabalho onde há falta de profissionais. O cofundador de uma gigante de software afirmou que, “se não decidirmos frear bruscamente ou parar, teremos robôs capazes de erguer casas, plantar alimentos e conduzir cirurgias”.
As projeções para a consolidação da convergência entre IA e robôs variam entre dois. Há uma década, os fabricantes estão em intensa produção para saturar o mercado com essas máquinas.

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O desafio do excesso de tempo livre
Para Gates, o emprego é vital ao equilíbrio mental e à organização social, dado seu histórico de ser um profissional muito empenhado. Fatores como autonomia financeira, laços com outras pessoas e um sentido de finalidade são pilares fundamentais para o bem-estar.
A reserva de ocupações com alto componente empático aos humanos é o que a proposta em questão defende. Cuidado de crianças, preparo de refeições, artes e esportes são exemplos de áreas que deveriam ser mantidas para os seres humanos.
Isso vale mesmo quando uma máquina teria maior capacidade de realizar tais tarefas com perfeição. Figuras como Jeff Bezos e Jamie Dimon discutem o corte de horas de trabalho diante do avanço da automação.









