O processo para a obtenção do visto de residência permanente nos Estados Unidos, conhecido como Green Card, alcançou um patamar crítico de lentidão. Mudanças legislativas recentes estabeleceram tetos rígidos para a concessão anual desse documento, acumulando uma demanda superior a 1,2 milhão de solicitantes.
Relatório da Foundation for American Policy (NFAP) detalha como essa restrição impacta o fluxo migratório. A legislação atual impõe um limite de 140 mil vistos por ano, sendo que apenas 7% desse volume é destinado a cidadãos de um único país, independentemente de sua população total.
Impacto nos tempos de espera envolvendo Estados Unidos
Profissionais qualificados oriundos de países populosos, como a China, encaram trajetórias burocráticas extremamente extensas. No caso da categoria EB-2, destinada majoritariamente a mestres, a espera chega a aproximadamente 25 anos. Essa barreira impede que talentos consolidados planejem seu futuro em solo americano.
A situação atinge seu ponto mais grave entre os trabalhadores indianos. Conforme estimativas da NFAP , organização sediada na Virgínia que analisa imigração e comércio, o tempo estimado para o recebimento do benefício pode chegar a 179 anos.
Enquanto isso, solicitantes das Filipinas enfrentam um prazo significativamente menor, de poucos meses.
Consequências para o mercado
A categoria EB-1, focada em indivíduos com habilidades extraordinárias, também sofre com a sobrecarga administrativa. Candidatos da China e da Índia precisam aguardar entre quatro e cinco anos para ter seu processo finalizado. Esses períodos prolongados geram um efeito colateral conhecido como limbo do H-1B, onde o profissional fica retido em seu posto atual apenas para manter o patrocínio do visto.
O diretor executivo da instituição, Stuart Anderson, declarou ao San Francisco Chronicle : “Muitos americanos não percebem o quão desafiador pode ser imigrar legalmente para os Estados Unidos, mesmo para as pessoas mais inovadoras e altamente qualificadas do país”.
Ele acrescentou ainda: “São pessoas que querem se tornar americanas e estão dispostas a esperar anos por essa oportunidade”.









