O reajuste de 15,04% anunciado para o Bolsa Família não será aplicado da mesma forma aos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A correção anunciada pelo Governo Federal é específica para os benefícios do programa de transferência de renda e começa a valer na folha de outubro de 2026.
Com a mudança, o valor mínimo do Bolsa Família passa de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio também sobe de R$ 675 para R$ 777, enquanto os valores dos adicionais pagos de acordo com a composição familiar também foram corrigidos. A atualização foi estabelecida pelo Decreto nº 13.120, que determinou a recomposição pela inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026.
No caso do INSS, entretanto, existe uma regra própria para definir os reajustes. A legislação estabelece que os benefícios em manutenção são corrigidos anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo IBGE. Por isso, o percentual aplicado aos aposentados, pensionistas e demais segurados não é automaticamente igual ao aumento concedido ao Bolsa Família.

Isso significa que os beneficiários do INSS não devem considerar os 15,04% do Bolsa Família como referência para o próximo reajuste. O percentual que será aplicado aos benefícios em 2027 dependerá da regra previdenciária e do índice de inflação utilizado para a correção, além das diferenças entre quem recebe o salário mínimo e quem ganha acima desse valor.
Assim, embora os dois pagamentos sejam feitos pelo poder público, Bolsa Família e INSS possuem regras diferentes de atualização. O aumento de 15,04% anunciado para o programa social não representa um reajuste de 15,04% para aposentadorias, pensões e outros benefícios previdenciários.









