O Pix é uma forma de pagamento que já caiu no gosto dos brasileiros, principalmente pela praticidade e rapidez nos envios e recebimentos de valores. Mas, é sempre preciso estar atento a novidade e mudanças que envolvem a modalidade, tanto é, que uma nova regra foi determinada pelo Banco Central.
O Banco Central (BC) decidiu extinguir o limite de R$ 500 para pagamentos via Pix por aproximação. A mudança foi oficializada na última terça-feira (16) por meio da Instrução Normativa nº 746/2026.
A partir de 1º de outubro, bancos e demais instituições financeiras deverão permitir que os clientes definam seus próprios limites para esse tipo de transação, podendo aumentar ou reduzir o valor conforme suas preferências. A nova norma altera a Instrução Normativa BCB nº 512, publicada em 30 de agosto de 2024, que estabelecia o teto de R$ 500 por operação realizada por aproximação.
O Pix por aproximação foi lançado em fevereiro de 2025 e permite a realização de pagamentos apenas aproximando o celular ou outro dispositivo compatível das maquininhas de cartão, de forma semelhante aos pagamentos por NFC. Entretanto, a funcionalidade ainda não está disponível para usuários de iPhone devido a questões de incompatibilidade técnica.

Valor na casa do Trilhão movimentado em maio
O Banco Central (BC) informou na última segunda-feira (15) que o Pix movimentou R$ 1,813 trilhão em maio, distribuídos em 6,311 bilhões de transações. Os dados fazem parte das estatísticas de pagamentos por atividade econômica divulgadas pela autoridade monetária.
O volume financeiro registrado em maio superou o de abril, quando o sistema de pagamentos instantâneos havia somado R$ 1,768 trilhão em operações, com 5,924 bilhões de transações realizadas. Na comparação anual, o crescimento também foi expressivo. Em maio de 2025, o Pix havia movimentado R$ 1,53 trilhão, em um total de 5,241 bilhões de operações.
Apesar do avanço, o maior valor já registrado pela modalidade ocorreu em dezembro de 2025, quando o sistema alcançou R$ 1,938 trilhão em pagamentos. O resultado foi impulsionado pelo pagamento do 13º salário e pelas movimentações típicas de fim de ano.
As estatísticas foram lançadas pelo Banco Central em outubro de 2025 e reúnem informações sobre pagamentos realizados na economia, classificando pagadores e recebedores de acordo com os setores de atividade. O levantamento considera exclusivamente operações via Pix.
A série histórica teve início em novembro de 2020, mês de lançamento do sistema de pagamentos instantâneos. O Banco Central não inclui no levantamento transferências entre contas de mesma titularidade, devoluções de valores e operações realizadas com finalidade de saque ou troco.
Segundo a autoridade monetária, as transferências entre pessoas físicas continuam liderando o volume de recursos movimentados pelo Pix.
Em maio, esse tipo de operação somou R$ 440,2 bilhões. Na sequência aparecem os pagamentos de pessoas físicas para empresas do setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, que movimentaram R$ 109,7 bilhões no período.





