O Banco Central revelou nesta terça-feira, 8 de setembro, a existência de R$ 5,64 bilhões em recursos esquecidos nas instituições financeiras. Esse montante bilionário contempla valores acumulados até julho deste ano, aguardando solicitação de saque pelos titulares.
A maior parte do saldo, totalizando R$ 4,24 bilhões, pertence a 23,6 milhões de pessoas físicas. Além disso, 2,2 milhões de empresas possuem R$ 1,4 bilhão disponível para resgate, segundo o balanço oficial da autoridade monetária.
Processo de consulta e resgate sobre Banco Central
A única página oficial para verificar a existência desses valores é o site oficial do Banco Central . O sistema permite pesquisar Contas de pessoas físicas, inclusive falecidas, e de empresas com valores esquecidos em bancos ou consórcios.
Para o recebimento, o usuário deve possuir uma chave PIX cadastrada, sendo a forma mais ágil de liberação. Quem não dispõe de chave pode criar uma no próprio sistema ou contatar a instituição financeira para combinar outra modalidade de pagamento.
Histórico e análise do tribunal de Contas
Em março deste ano, o montante era de R$ 10,6 bilhões, porém o governo destinou cerca de R$ 5,7 bilhões para o Fundo de Garantia de Operações. A manobra visou garantir o programa Desenrola 2.0, cobrindo eventuais calotes de tomadores de crédito em novas renegociações de dívidas.
O Tribunal de Contas da União investiga o uso desses recursos fora do orçamento público formal. A prática evita o bloqueio de outras despesas obrigatórias em um ano eleitoral, já que o movimento não respeita os mesmos limites de gastos anuais da União.
Quanto às solicitações de herdeiros, é obrigatório preencher um termo de responsabilidade comprovando a condição de testamentário ou representante legal. O governo manteve 10% do saldo transferido ao Fundo público especificamente para cobrir pedidos de resgate realizados pelos cidadãos, garantindo que o direito ao dinheiro permaneça disponível para consulta na plataforma oficial do Banco Central.









