Mulheres em situação de violência doméstica na Região Metropolitana de São Paulo podem contar com um auxílio financeiro para custear despesas com moradia. O programa Auxílio-Aluguel oferece parcelas mensais de R$ 500 e busca favorecer a reconstrução da autonomia das beneficiárias.
Programa amplia número de atendimentos
Dados divulgados pelo Governo de São Paulo mostram que 947 mulheres da Grande São Paulo receberam o benefício até junho deste ano. O número representa um crescimento expressivo em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando 242 pessoas haviam sido contempladas.
Desde a criação da iniciativa, em fevereiro de 2025, 1.396 moradoras da região passaram a integrar o programa. Nesse período, os repasses destinados às beneficiárias ultrapassaram R$ 4 milhões, fortalecendo a rede de proteção social.
Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social, o Auxílio-Aluguel integra as ações do programa SP Por Todas. O benefício prevê o pagamento de R$ 500 por mês durante seis meses, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.
Quem pode solicitar o benefício
Para participar do programa, a mulher deve possuir medida protetiva concedida pela Justiça e comprovar renda familiar de até dois salários mínimos no momento do afastamento do agressor. O objetivo é oferecer suporte financeiro para facilitar o rompimento do ciclo de violência.
O cadastramento é realizado pela rede municipal de assistência social. Após a análise técnica e aprovação do pedido, o valor é depositado por meio da Poupança Social do Banco do Brasil até o dia 10 do mês seguinte ao cadastro.

Rede de apoio orienta atendimento
Em todo o estado, o programa alcançou mais de 5,7 mil mulheres distribuídas por 593 municípios apenas em julho. Desde sua implantação, mais de 9,1 mil beneficiárias receberam o auxílio, com investimentos estaduais superiores a R$ 27 milhões.
Além do benefício financeiro, mulheres em situação de violência podem buscar atendimento em diferentes órgãos públicos. A rede inclui CRAS, CREAS, Centros de Referência de Atendimento à Mulher, Delegacias de Defesa da Mulher, unidades de saúde, Defensoria Pública, Ministério Público e outros serviços especializados que prestam acolhimento e orientação.









