O Vasco continua a procura por um novo treinador após a saída de Renato Gaúcho sem custos e chegou a avaliar a contratação de Vítor Matos, atualmente no Swansea, do País de Gales. O técnico português ganhou força nos bastidores do clube carioca, mas a negociação esbarrou em um obstáculo: a elevada multa rescisória prevista no contrato.
As informações de bastidores são de que dirigentes cruzmaltinos fizeram contatos para entender a situação do treinador e verificar seu interesse em assumir o comando da equipe. No entanto, o Swansea deixou claro que só liberaria o profissional mediante o pagamento da cláusula contratual. O valor gira em torno de 4 milhões de euros, quantia próxima de R$ 23 milhões na cotação atual.

O montante foi considerado incompatível com a realidade financeira do Vasco. Internamente, o entendimento é de que um investimento desse tamanho para contratar um treinador estrangeiro, que ainda precisaria passar por um período de adaptação ao futebol brasileiro, não se encaixa no planejamento desejado. A avaliação também leva em conta a necessidade de direcionar recursos para reforços no elenco.
Vasco não deve insistir na chegada de Vítor Matos
Além da questão financeira, o Vasco acredita que gastos elevados relacionados à comissão técnica devem estar concentrados em salários, bonificações e estrutura de trabalho, e não em multas de rescisão. Por isso, a diretoria decidiu não avançar nas tratativas, apesar da boa avaliação feita sobre o perfil e a metodologia do treinador português.
Aos 38 anos, Vítor Matos construiu boa parte de sua carreira como auxiliar técnico. Ele integrou a comissão de Jurgen Klopp no Liverpool por cinco temporadas e também trabalhou no RB Salzburg por indicação do treinador alemão. Em sua trajetória, acumulou ainda experiências na formação de atletas, com passagens por Porto e Shandong Luneng. O português segue sendo visto como um profissional promissor e tem contrato com o Swansea até 2029.









