A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou o alerta sobre golpes que utilizam inteligência artificial para promover medicamentos e suplementos nas redes sociais. Criminosos vêm criando vídeos com imagens e vozes falsas de médicos e pessoas conhecidas para dar credibilidade a produtos vendidos de forma irregular. A prática tem preocupado autoridades e especialistas.
Segundo a agência, muitos desses anúncios divulgam produtos clandestinos, falsificados ou sem autorização para comercialização. O objetivo é convencer consumidores por meio de depoimentos aparentemente reais. Em muitos casos, as vítimas acreditam estar adquirindo tratamentos seguros e aprovados pelos órgãos competentes.
Deepfakes usam imagem de famosos
Entre os casos identificados estão anúncios que utilizam, sem autorização, a imagem de personalidades como o médico Drauzio Varella e a atriz Fernanda Montenegro. Também foram registrados conteúdos envolvendo outros artistas e profissionais da saúde. As montagens são produzidas com tecnologia conhecida como deepfake, capaz de simular voz e aparência com grande realismo.
Levantamento realizado pelo Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NetLab/UFRJ) apontou que a maioria dos anúncios analisados relacionados à saúde apresentava características de fraude. Diante desse cenário, a Anvisa orienta que o público desconfie de promessas de curas rápidas ou resultados considerados milagrosos.

Como evitar cair nesse tipo de fraude
A agência lembra que medicamentos só podem ser comercializados por farmácias e drogarias autorizadas, inclusive quando a compra ocorre pela internet. Produtos anunciados diretamente em redes sociais ou em páginas sem autorização representam risco para a saúde. Além disso, suplementos alimentares não podem prometer tratamento, prevenção ou cura de doenças.
Antes de comprar qualquer produto, a recomendação é verificar se ele possui regularização junto à Anvisa e confirmar a identificação dos profissionais citados nas publicações. Médicos que divulgam informações em redes sociais devem informar seu registro profissional, conforme as normas vigentes. Caso surjam dúvidas sobre a autenticidade de anúncios ou tratamentos divulgados na internet, o consumidor deve consultar os canais oficiais da Anvisa e buscar orientação de um profissional de saúde habilitado.









