Dívidas estão no centro das atenções após as últimas atualizações divulgadas sobre o tema. Uma restrição alimentar imposta aos funcionários da Ponte Preta gerou grande repercussão negativa nas redes sociais durante esta semana.
O aviso fixado no refeitório do Estádio Moisés Lucarelli determinava a cota de apenas um pão por colaborador. O limite de consumo entrou em vigor na última quarta-feira (23), evidenciando a crise financeira vivida pela equipe campineira. A medida causou estranheza pelo fato de ocorrer em um local que deveria suprir as necessidades básicas dos trabalhadores internos.
Esclarecimentos sobre a decisão interna
José Henrique Specie, diretor jurídico da Ponte Preta, classificou a limitação como uma medida pontual aplicada durante um único dia. Segundo a nota enviada pela assessoria, o objetivo era organizar a logística de refeições em um período específico.
A Diretoria enfatizou que essa orientação não reflete a rotina diária da agremiação, que oferece café da manhã, almoço e jantar. O clube alega que muitos dos itens de panificação servidos dependem diretamente de parcerias e patrocínios externos.
Dívidas e cenário de quase insolvência
A situação econômica do alvinegro é crítica, com uma dívida total girando em torno de R$ 320 milhões. O montante não inclui débitos de IPTU, estimados em cerca de R$ 20 milhões, enquanto o déficit mensal chega a R$ 2,8 milhões.
Desde maio de 2025, uma padaria local cobra judicialmente R$ 53.280,14 pelo fornecimento de pães ao clube. O balanço financeiro de 2025, último ano sob gestão de Marco Antonio Eberlin, apresentou um déficit de R$ 33.575.770, intensificando os constantes atrasos salariais enfrentados pelos profissionais.
O quadro de crise foi confirmado pelo jurídico ao citar um cenário de quase insolvência após a rejeição da criação da SAF. A falta de pagamentos regulares permanece afetando jogadores e demais funcionários da Ponte Preta até o momento.









