Publicações compartilhadas nas redes sociais voltaram a espalhar informações falsas sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Entre as mensagens, há a alegação de que o uso de determinados medicamentos garantiria acesso automático ao pagamento mensal. A informação, porém, não corresponde às regras do programa.
Alguns conteúdos afirmam que pessoas que utilizam remédios como sertralina, risperidona ou losartana poderiam trocar o Bolsa Família pelo BPC. A promessa costuma citar um valor maior e apresentar a mudança como um direito garantido por lei. Especialistas alertam que essa interpretação é enganosa.
Critérios vão além de doenças e medicamentos
O BPC é destinado a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência que atendam aos requisitos previstos na legislação. A condição de saúde, por si só, não assegura a concessão do benefício. Cada solicitação passa por análise realizada pelo INSS.
No caso das pessoas com deficiência, a avaliação considera se existe um impedimento de longo prazo capaz de limitar a participação plena na sociedade. O uso contínuo de medicamentos pode integrar a documentação apresentada. Mesmo assim, esse fator isoladamente não determina o resultado do pedido.
Além da perícia médica, o processo inclui avaliação social para verificar a situação do requerente. Não existe uma lista oficial de doenças ou diagnósticos que garantam automaticamente o benefício. A decisão depende da análise conjunta de todos os critérios exigidos.

Renda e cadastro também influenciam
Outro requisito importante é a renda familiar por pessoa, que deve respeitar o limite previsto para acesso ao programa. Também é necessário manter o Cadastro Único atualizado, possuir registro biométrico quando exigido e residir no Brasil. O cumprimento dessas condições faz parte da análise do benefício.
Diante da circulação de conteúdos enganosos, especialistas orientam que informações sobre o BPC sejam consultadas apenas em canais oficiais. Mensagens que prometem aprovação automática com base em remédios ou doenças ignoram as exigências legais. Antes de iniciar um pedido, vale conferir quais documentos e critérios realmente são avaliados pelo INSS.









