Uma nova alternativa à forma tradicional de consumir nicotina começa a ganhar espaço em outros países e já chegou ao mercado argentino. Conhecidos como pouches ou bolsas de nicotina, os produtos não produzem fumaça e são colocados entre o lábio e a gengiva, liberando nicotina ao longo do uso.
A novidade chama atenção justamente por dispensar a queima do tabaco e não depender de aparelhos eletrônicos. Na Argentina, a comercialização desses produtos avançou em 2026, com opções já disponíveis em algumas regiões. A proposta acompanha uma tendência internacional de produtos de nicotina que não utilizam combustão.
No Brasil, porém, a situação é diferente. A comercialização de produtos fumígenos à base de nicotina que não estão contemplados nas regras sanitárias vigentes não é autorizada. A Anvisa abriu em 2026 um processo específico para estudar a regulamentação de produtos emergentes, incluindo as bolsas e sachês de nicotina.
A própria Agência explica que esses produtos surgiram mais recentemente em mercados internacionais e que a análise brasileira busca reunir informações para definir critérios regulatórios. Portanto, o fato de o assunto estar sendo estudado não significa que os pouches tenham sido liberados para venda no país.
Apesar de não produzirem fumaça, as bolsas contêm nicotina, substância capaz de causar dependência. Por isso, a ausência de fumaça não deve ser confundida com ausência de riscos à saúde.
O produto também não deve ser confundido com cigarro eletrônico, vape ou pod. Esses dispositivos funcionam por meio de bateria e produzem aerossol, enquanto os pouches são pequenas bolsas usadas na boca.
A chegada dos pouches a mercados estrangeiros coloca o produto no radar das autoridades brasileiras, que agora avaliam como essa nova categoria deverá ser tratada pela regulamentação nacional.









