Foi confirmada a proibição do uso de telefones celulares e outras telas nas escolas primárias. E secundárias do país, com a medida entrando em vigor a partir de 3 de novembro. Eles devem permanecer guardados durante todo o período escolar, incluindo os recreios, exceto em casos de emergência ou situações específicas.
A decisão, divulgada nesta segunda-feira (21), recebeu apoio unânime das autoridades educacionais dos 32 estados mexicanos. A nova regra estabelece que, embora os alunos possam levar seus isso para as instituições.
Restrições por nível de ensino em torno de celulares
O uso de dispositivos móveis está proibido nas etapas do ensino fundamental e médio. A regra proíbe o uso dos aparelhos tanto nas aulas quanto nos recreios, mesmo que estejam nas mochilas dos estudantes.
Já no ensino médio, cada escola terá autonomia para definir as restrições necessárias, buscando garantir um uso responsável e com propósitos pedagógicos. No nível universitário, as instituições poderão estabelecer suas próprias políticas para promover uma cidadania digital responsável entre os estudantes.
Consulta a docentes e famílias
O acordo nacional, que será publicado nesta terça-feira em veículos oficiais, é resultado de meses de consultas, fóruns regionais e discussões com especialistas. As conversas abordaram os efeitos do uso excessivo de telas e redes sociais em crianças e adolescentes.
Uma pesquisa governamental com mais de medio millón de docentes revelou que 81% apoia a necessidade de agir. O secretário destacou ainda que a entrada deles nas salas de aula tem gerado um impacto que “não necessariamente é favorável”.
Antes desta regulamentação, o México não possuía uma normativa nacional específica sobre o uso disso em instituições de ensino, ficando a cargo de cada escola definir suas próprias regras.
Tendência internacional e o papel da Unesco
A iniciativa mexicana alinha-se a uma tendência global de limitação do uso de dispositivos móveis em ambientes educacionais. A Unesco registra atualmente 114 sistemas educacionais com proibições nacionais de celulares em escolas.
O que corresponde a 58% dos países, um aumento significativo em relação aos 24% observados em 2023. A organização internacional reconhece que a tecnologia pode auxiliar no aprendizado.









