A ciência comprovou que certas espécies vegetais conseguem absorver nanopartículas de ouro do solo, concentrando-as em tecidos como folhas e caules. Esse fenômeno é conhecido como fitomineria, uma alternativa estudada desde os anos 1990 para tornar a extração de riquezas naturais menos invasiva ao ecossistema. O
processo depende de uma técnica controlada onde agentes químicos tornam os metais do subsolo assimiláveis pelas raízes. Quando a colheita ocorre, a incineração das plantas permite o refino das partículas concentradas nas cinzas, funcionando como uma espécie de mineração sustentável que evita escavações destrutivas na terra.
Existem 2 espécies que se destacam como bioacumuladoras naturais em diversos estudos ao redor do mundo. Confira abaixo como cada uma delas interage com esse tipo de substância.
1. Brassica juncea envolvendo planta
A mostarda-indiana, nome popular dessa planta, demonstra alta eficiência na absorção de metais valiosos. Pesquisadores apontam que sua capacidade aumenta significativamente quando o cultivo recebe auxílio de agentes químicos que facilitam a assimilação radicular.
Ela é considerada uma das apostas mais promissoras para projetos-piloto de extração ecológica. O método exige, contudo, que o solo contenha o metal em sua composição original. Já que a planta não tem a capacidade mágica de gerar a riqueza a partir do nada.
2. Eucalyptus marginata
O eucalipto australiano provou ser um acumulador natural em regiões que possuem solo aurífero. A ciência observou que os tecidos foliares da árvore conseguem concentrar as partículas do metal precioso durante seu desenvolvimento, servindo como um indicador biológico da presença de riquezas no subsolo.
O cultivo doméstico desses exemplares com o intuito de obter lucro pessoal não é viável, pois o processo requer equipamentos complexos de refinamento. Além disso, a presença do metal no substrato é uma condição técnica indispensável para que qualquer colheita apresente resultados concretos nas análises laboratoriais posteriores.
O controle rigoroso do ambiente de plantio evita contaminações e garante que a coleta atinja níveis satisfatórios para o refino. Caso o solo não apresente vestígios naturais, o desenvolvimento vegetativo ocorre normalmente, porém sem o acúmulo das nanopartículas preciosas nas folhas ou caules da amostra plantada.









