O mercado de veículos movidos a bateria recebe uma mudança técnica significativa com a chegada da segunda geração do Dacia Spring. O carro rompe vínculos com o design do Renault Kwid E-Tech e inaugura uma plataforma exclusiva desenvolvida pelo Grupo Renault.
Diferente da versão anterior que vinha da Ásia, o veículo agora será fabricado em território esloveno, na planta industrial responsável pelo Renault Twingo E-Tech. Essa alteração na montagem integra uma meta ampla da fabricante para expandir seu portfólio eletrificado até o ano de 2030.
Mudanças em design e motorização em torno de Dacia
Um aumento de 18 centímetros na largura garante ao automóvel proporções mais robustas e um visual distinto em relação ao antecessor. O habitáculo também foi otimizado para oferecer maior conforto, refletindo a nova identidade visual da marca para a linha eletrificada.
Sob o capô, o propulsor entrega 80 cv de potência, com torque de 175 Nm, permitindo alcançar 100 km/h em 12,1 segundos. A velocidade final limita-se a 130 km/h, marca condizente com a proposta urbana do modelo elétrico.
Autonomia e tecnologias de carga
Com um reservatório de energia de 27,5 kWh, o carro percorre cerca de 250 quilômetros sob o ciclo WLTP. Esse alcance é suficiente para o uso diário, considerando que o condutor médio circula por aproximadamente 34 quilômetros a cada dia.
O sistema aceita carga rápida de 50 kW, reduzindo o tempo de espera para 28 minutos ao passar de 15% para 80%. Para a categoria, o valor de partida abaixo de 20 mil euros posiciona o carro como concorrente direto do BYD Dolphin Mini no continente europeu.
Até o momento, não foram confirmados cronogramas para o lançamento da nova geração em território brasileiro. A relação comercial com o Brasil segue restrita à semelhança técnica que o Renault Kwid E-Tech manteve com a linhagem original do projeto chinês.









