Vira e mexe um grande furacão dá as caras para assombrar as populações de alguns lugares específicos. Ao longo da história, um ou outro fenômeno mais destacado deixou sua marca por conta da intensidade com que passou por aqui, como foi o caso do Grande Furacão de 1780.
Considerado o furacão mais mortal já registrado na região do Atlântico, o Grande Furacão atingiu ventos que ultrapassaram a marca dos 322 km/h. A escala de destruição do fenômeno climático foi tamanha que alterou o curso de batalhas navais que aconteciam na região durante a Guerra de Independência Americana.

Milhares de navios afundaram durante a tempestade. Como se não bastasse isso, o Caribe, especialmente Barbados, Martinica e Santa Lúcia, foram devastados. De acordo com as estimativas históricas, entre 20 mil a 27,5 mil pessoas morreram. Da população que sobreviveu, muita gente ficou sem teto.
Foi um dos poucos furacões a alcançar a categoria 5 na escala Saffir-Simpson, o maior índice do medidor, conforme o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. Alguns outros fenômenos também atingiram intensidades parecidas, mas nunca iguais.
Por fim, vale destacar que a intensidade de um furacão nem sempre se traduz em estrago estrutural e maior número de vítimas. Entram nessa conta outros fatores, como densidade populacional e infraestrutura, que também precisam ser considerados.
Grande Furacão fez estrago de décadas
Para se ter uma ideia dos danos causados pelo Grande Furacão, ele sozinho excedeu o número de mortos de muitas décadas de furacões no Atlântico. Conforme destacado anteriormente, os maiores estragos aconteceram em outubro de 1780, com duas grandes tempestades.









