O BRICS ganhou espaço na economia internacional e passou a representar uma parcela maior da produção mundial que o G7, segundo análise do especialista Sarang Shidore. Para ele, o avanço mostra a consolidação de um bloco que reúne diferentes regiões do Sul Global.
Bloco amplia presença internacional
Originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o BRICS expandiu sua composição nos últimos anos. A entrada de novos integrantes aumentou a abrangência geográfica do grupo e fortaleceu sua presença em diferentes áreas do mundo.
Na avaliação de Shidore, diretor do Programa Sul Global do Quincy Institute, seria equivocado considerar o BRICS um projeto fracassado por causa das diferenças entre seus integrantes. O especialista destaca que o grupo criou uma articulação transcontinental fora do núcleo das economias ocidentais mais ricas.
A dimensão econômica também passou a ser um dos principais elementos de influência do bloco. A produção combinada dos países do BRICS já ultrapassa a registrada pelo G7, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

Novo Banco de Desenvolvimento ganha destaque
Entre os resultados considerados mais relevantes está a criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). A instituição foi estabelecida para ampliar as alternativas de financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento em países emergentes.
O banco completou dez anos de funcionamento e mantém classificações de crédito consideradas elevadas. Para Shidore, essa trajetória demonstra a capacidade da instituição de financiar iniciativas sem depender exclusivamente das estruturas financeiras internacionais tradicionalmente lideradas pelas economias ocidentais.
O NDB também representa uma das principais ferramentas de cooperação econômica desenvolvidas pelo BRICS. A instituição permite que os integrantes fortaleçam mecanismos próprios de financiamento e ampliem a participação de economias emergentes em projetos de desenvolvimento.









