Famílias com recém-nascidos em hospitais participantes da Califórnia, nos Estados Unidos, passarão a receber um pacote com 400 fraldas antes da alta. A iniciativa foi criada pelo governo estadual para reduzir despesas dos primeiros meses. A distribuição começará em dezenas de unidades.
O programa deve alcançar inicialmente entre 65 e 75 hospitais, responsáveis por aproximadamente um quarto dos nascimentos do estado. A maioria dessas unidades atende famílias de baixa renda. A previsão é ampliar gradualmente a ação para outros hospitais californianos.
Benefício é entregue antes da alta
Cada bebê terá direito a 400 unidades, entregues uma única vez no momento da saída da maternidade. Os produtos serão disponibilizados nos tamanhos Newborn e Size 1, indicados para recém-nascidos e crianças de até cerca de 6 quilos. Não haverá troca ou devolução.
A quantidade pode representar mais de um mês de fraldas para algumas famílias, considerando que recém-nascidos costumam utilizar entre oito e dez unidades diariamente. Os produtos serão fabricados e distribuídos pela organização sem fins lucrativos Baby2Baby. A marca criada para a iniciativa será “Golden State Start”.
O governo da Califórnia destinou US$ 7,4 milhões ao programa no orçamento anterior. A proposta orçamentária mais recente prevê outros US$ 12,5 milhões para manter a iniciativa até junho de 2027. Segundo a Baby2Baby, sua estrutura permite produzir fraldas por até 80% menos que o varejo.

Contratação gerou questionamentos
Apesar do benefício, documentos divulgados posteriormente levantaram dúvidas sobre a escolha da organização responsável pela produção. O contrato, estimado em cerca de US$ 6,2 milhões, foi firmado por meio de um processo considerado não competitivo. A contratação, porém, ocorreu com base em uma exceção prevista no orçamento.
Funcionários estaduais também discutiram se seria adequado entregar todas as 400 fraldas nos dois menores tamanhos. A preocupação envolvia possíveis desperdícios e a necessidade de numerações diferentes conforme o crescimento do bebê. Mesmo assim, o formato acabou mantido pelo Governo.









